Esse é um blog de alguém que deseja escrever algumas histórias e crônicas de sua vida real, ou simplesmente fantasiar em um mundo paralelo à esse...


























 
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Comments: Segunda-feira, Fevereiro 18, 2008  
O jogo das quatro letras (S.E.X.O)

O assunto sempre deu o que falar, então. Por que seria diferente agora?

Sexo no relacionamento, quando é apimentado, pode parecer as mil maravilhas entre as quatro paredes sim, mas será que isso pode vir a ter algum tipo de efeito colateral? Seria isso algum distúrbio?

Que sexo é um fator importantíssimo para manter a chama acesa num romance, não é novidade pra ninguém. Expressão intensa de se amar e também uma das mais deliciosas que o mundo já criou. Fazer com que esse ato seja hábito presente em todos os momentos, não é tarefa muito simples. Requer paixão e muita dedicação, assim como tudo na vida que é realmente bom e necessário. Não é?

Sexo pode ser praticado casualmente, por amor, por vingança, por orgulho, por saudades, virtual, tântrico ou simplesmente na mão. Não importa muito a forma como essa atividade é realizada. Lembrando que existem pessoas que são verdadeiras adoradoras dessas quatro letrinhas, já outras... Nem tanto. Existem aqueles que pensam vinte e quatro horas por dia em sexo, que ardem em brasas só de imaginar, enquanto outros só se lembram que precisam fazer quando são cobrados. Aí, pode ser tarde demais.
Já reparou o tanto de pano que esse assunto dá pra manga? É de impressionar o quanto as pessoas simplesmente adoram falar de sexo, ver sexo, fazer sexo, pensar, criar. E também não é à toa que essa é uma indústria milionária, das que mais faturam no mundo inteiro.

Já parou para pensar na quantidade de pessoas que estão fazendo amor, transando, ou dando aquela rapidinha em algum local proibido nesse exato momento? Não pensa muito. Se deu vontade de sair correndo, segura o "tchan", respire e fundo e termine de ler as linhas abaixo, por favor.

Sexo não precisa estar ligado somente à pornografia, tabus, coisas sujas ou proibidas e à procriação. Ao contrário do que muita gente pensa, sexo pode significar amor, paz e sucesso para um relacionamento. Parece piada, mas veja só:
Primeiro: porque sexo e amor são coisas bem diferentes, sim. Uma coisa é água, outra, vinho. Embora diferentes, relacionam-se muitíssimo bem. Um foi feito para o outro, casamento perfeito.

Segundo: porque paz nos remete à pureza, ao branco, algo quase imaculado. Mas após uma noite de sexo incrível, qualquer um é capaz de sonhar com toda a tropa de anjos que habitam os céus, beijando sua testa.

E terceiro: porque o fracasso infelizmente ainda é muito presente em nossa cabeça quando pensamos em sexo: "será que vou brochar? Será que estou gordinha? Ai, essas celulites podiam se esconder toda vez que eu ficasse com tesão. Seria tão bão." Se você relaxar, o sucesso sem dúvida será inevitável. Sem falar do brilho no olhar, que encantará a todos ao seu redor.
As coisas simples definem o quanto gostamos ou não de sexo. Claro que você não precisa ser uma tarada ou um maníaco de plantão, daqueles que babam na frente da pessoa, sem disfarçar, como um animalzinho carente, cheio de irracionalidade. Tudo na vida precisa de limites, claro. Mas é importante não se sentir um louco-fora-da-lei só porque sua capacidade de suspirar e saltitar com facilidade faz parte da sua natureza.

Sexo é que nem respeito: é bom e todo mundo gosta. E claro, na dosagem certa, não há contra-indicações.

Está parado aí ainda, fazendo o quê?

2:26 PM

Comments: Quinta-feira, Janeiro 10, 2008  

Brincando de casinha
Refletir os bons e velhos tempos, saudar pessoas queridas e programar o futuro fazem parte desse momento de festas!


Fim de ano, ares natalinos... Fazem com que pensemos e repensemos situações nas quais precisamos resolver para seguir em frente, atento a colocar certos pontos finais. É tempo também de nos adaptarmos às mudanças e viradas, com direito a brindes e muitas alegrias.

Esta época remete aos sonhos e memórias, sendo assim, relembrar a infância se torna inevitável e especial.

Desejar o indesejável, fuga da realidade e falta de responsabilidades são coisas que só na pouca idade é permitido. Quando crianças, fantasiamos com muitas coisas, acreditando em Papai Noel, renas, fadas, duendes e Bicho Papão (bom, pelo menos eu acreditava!). Momentos na vida em que brincar de casinha, fazer comidinha de mentira e esperar o marido imaginário abrindo a porta e dizendo: "querida, cheguei!", fazia parte de uma invenção "barbbieniana", de pura ilusão, mas que servia para distrair garotinhas em seus universos ingênuo-fantasiosos.


Que mulher nunca questionou o fato de não ser o "modelo ideal" para um relacionamento perfeito assim como a Barbbie está para o Bobbie ou para o Ken (nunca soube quem era um ou outro) e resistiu à idéia de brincar de casinha na vida real, com personagens de carne e osso?

O fato é que ser solteiro é uma condição muitas vezes difamada, embora a maioria das pessoas ainda negue. Quem nunca assistiu às meninas do Sex and the City e ficou extremamente irritada com os episódios em que as pseudo-amigas simplesmente as evitavam só pelo fato de serem independentes e solteironas, por pura opção?

Estar sozinho muitas vezes é delicioso, afinal, quem não é feliz quando a liberdade está completamente envolvida em tudo em que se faz, em tudo o que se pensa? Conhecer pessoas novas, se envolver com quem julgamos ser interessante, mesmo que dure apenas algumas horas. Pode ser muito divertido!


Mas a vida dá voltas e de repente precisamos encarar o fato de que brincar de casinha de verdade, fazer comidinha de verdade, dormir e acordar todos os dias com alguém de verdade, dividir contas de verdade e ainda assim fazer de conta que tudo isso pareça um conto de fadas, não é tarefa muito simples. Coisa para Super-Heróis!

Tempo de mudanças, reciclagens e esperanças.

Mesmo que se ame uma vida que esteja deixando para trás, o importante é acreditar que uma nova jornada está por vir e acredite: ela pode ser ainda melhor! Diferente, repleta de novas conquistas e responsabilidades ainda não desvendadas.



É fato que toda essa onda de emoções à flor da pele e esses sentimentalismos-banais-inconscientes mexem com nossas cabeças vulneráveis. E relembrar os super-heróis que marcaram nossas histórias pode ser saudável. E não falo de super-heróis com grau de habilidades inatingíveis. Afinal, enquanto uns podem voar e mover objetos com a própria mente, outros somente desfrutavam de um super bigode e um coração gigante, cuidando de você quando pequena; assim como outros que dizem "eu te amo" e "você está linda", mesmo quando se está péssima.

Super-Heróis!

E ainda ter um desses para matar baratas, trocar lâmpadas, acariciar seus pés e ainda encarar noitadas frenéticas é muito bom. Acredito que isso faça parte da brincadeira mais antiga do sonho de uma menina.

Brincar de casinha!

Vai encarar Seu Noel?


Coluna publicada no site Guia da Semana

3:33 PM

Comments: Segunda-feira, Novembro 12, 2007  

A tal da liberdade

Até onde vai a intimidade de uma amizade, seja ela com o sexo oposto ou do mesmo sexo que você

Não é novidade que as relações de amizade têm seu papel de excelentíssima importância e deixam marcas ao longo de nossas vidas.
Quando criança, eu e minhas amiguinhas dávamos as mãos e íamos pular elástico na escola, fazer pique-nique na hora do recreio, escovar os cabelos das amigas mais cabeludas da sala e sem dúvida, trocar papéis de carta perfumados nos intervalos das aulas… Pensar em garotos nessa época causava ojeriza. Realmente era desconfortável sentar ao lado deles, pois só pensavam em nos dar apelidos toscos e nos analisar da cabeça aos pés. Queriam saber se o peitinho estava crescendo, se o moletom estava na cintura, porque já sacavam se estávamos ou não de chico… Como eles eram chatos nessa época!

Sem contar que nariz grande, pernas compridas, orelhas de abano ou ter uma pinta em qualquer canto do rosto, eram sinais de que sua infância estava destinada ao inferno!

Mas como tudo na vida passa e as coisas mudam completamente, nada como o tempo para apaziguar e igualar as circunstâncias. Mulheres, e enfim, homens, se fundem, para interpretações agora, bem menos ingênuas. E mais interessantes.

Mulheres já não querem mais dar as mãozinhas, a não ser que tenham optado pela sua homo ou bissexualidade. As pessoas se atraem umas pelas outras, as chacotas são substituídas pelas cantadas. Mas diria até que prefiro ser chamada de girafona desengonçada do que de gosssssstooooooosaaaaaaaa por um babaca qualquer na rua…


É fato que nem toda amizade é marcada por uma relação mais ítima. Não é regra. Mas acontece. Que atire a primeira pedra quem nunca passou por uma saia justa. E quando falo de intimidade, falo de filar o rango na casa da pessoa sem ser convidado, fazer xixi de porta aberta, reclamar do quadro torto na parede sem o menor pudor, dizer que o corte de cabelo não caiu bem, cobrar a falta daquele brownie no jantar da sua amiga (afinal ela faz o melhor brownie que você já comeu) e ainda dormir na casa dela e pegar uma blusa e um sutiã emprestados. Essa brincadeira vai além e permite pedir para um amigo seu dormir na sua casa (no sofá-cama mais duro da terra), depois de tê-lo alugado a noite toda num boteco qualquer de esquina até não poder mais, ter dito tudo o que queria dizer e mais um pouco, pedido mil conselhos e contado pela nonagégima vez aquele detalhe inútil de uma história sem sentido. Isso tudo só porque você está num dia ruim e precisa de companhia…
Sem falar das amizades infiltradas no trabalho, onde a convivência é intensa e diária, nos momentos de tensão e nas horas alegres (happy hour) mesmo!



Coisas assim acontecem. Mas quando a companhia é do sexo oposto a coisa pode ficar hilária e perigosa.
Não têm desculpas. Com uns drinques a mais, certamente você corre o risco de ficar com seu amigo. O que também não é regra.


Mas quando acontece isso, duas coisas estranhas vêm a tona: ou você perde a amizade, não conseguindo encarar o fulano do mesmo jeito e vice-versa, ou então a coisa deslancha, vira amizade mesmo, à prova de choques!

E se você insistir e continuar beijando o queridão, isso certamente pode acabar em casamento, levando em conta que ambos sabem do podre um do outro e isso pode gerar conflitos mais pra frente. Sem contar na renca de filhos remelentos que vocês podem vir a ter… A escolha é sua!


O melhor das relações interpessoais mais aproximadas são as aventuras…
O amigo de cada dia nos dai hoje… E perdoai-nos pelas nossas fraquezas assim como nós perdoamos aqueles que nos tem envolvido e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal, amém!
Meus Amigos cheios de graça…
Aleluia, irmão!


Ah, as amizades…


O interessante é saber lidar com certas situações bizarras no meio do percurso de uma boa amizade, sem crises, nem estressar.
Tudo pode acontecer e é ai que mora o grande barato. Se acontecer de se apaixonar, apaixonou e ponto. Não se morre por isso, a não ser que você venha a ter uma veia suicida…
Se houver adimiração pela outra parte envolvida na história, já ajuda a tranquilizar.

Estamos nessa vida para conhecer pessoas, interagir e nos afeiçoar a elas.
E a tal da liberdade, na minha opinião, só faz melhorar essa tão deliciosa arte de amar e apoiar os mais chegados …

Mas saiba que se a coisa estiver feia e você achar que não há mais saídas, nunca é demais começar a rezar um pai nosso e se orientar…

Boa sorte!


Coluna publicada no site Guia da Semana
http://www.guiadasemana.com.br/noticias.asp?/MULHER/SAO_PAULO/&a=1&ID=15&cd_news=32701&cd_city=1



7:11 PM

Comments: Terça-feira, Outubro 30, 2007  

Arte da Guerra

É assim, desse jeito meio livre, que nos sentimos em ocasiões que temos tudo o que precisamos para decolar e simplesmente de uma hora para outra, nos perguntamos: O que é isso companheiro?

Será que estou tomando um rumo certo nessa roda-viva da vida? Será que as pessoas que nos rodeiam sabem por onde andará o coração perdido? Sentimentos alados, que não dão a cara a tapa nem por um centavo furado...

Será que só sassaricando é possível ter a certeza de que algo está guardado a sete chaves, esperando em silêncio numa caixinha dourada cercada de flores?

O que aconteceu com as certezas? Estão mais incertas do que o Capitão Nascimento entre os aspiras Neto e Matias …
Aliás, que tropa de elite é essa da vida? Existem momentos em que simplesmente precisamos de um batalhão especial dentro de nós, que avance o sinal com tudo, à caça de um sorriso, um beijo gostoso, trocas de abraços, carícias, enfim. Tudo respira guerra.

Seria essa a arte da vida? Uma guerrilha atrás da outra para conquistramos algo que nos afague a alma, cumpra com nossa ética interpessoal para simplesmente sobreviver sem marcas?

Marcas são o registro de que estamos vivos, na tentativa de suprir alguma carência, que ainda parece fazer parte de um kit sobrevivência.

Ainda assim, ficamos na agonia de saber se a granada vai estourar aqui ou ali. Se esse campo ainda está minado ou se é melhor tentar outra hora.
Tipo, deixa que eu te ligo, gata!

Uns vêm, outros vão, mas a guerra continua. Sassaricando na guerra dos sexos, isso parece mais uma história sem fim.
Dias de Top Model, outros de Hilda Furacão e Maria Moura quiçá… Por fim, colocamos pedra sobre sobre para encontrar um forte, uma certeza.


E a certeza de tudo o que queremos está justamente nas entrelinhas, nas pequenas incertezas que confundem.

Liberdade é para aqueles que não só a desejam da boca pra fora e sim da boca para o mundo.

E ainda assim, estamos nessa guerra faz tempo…

11:03 AM

Comments: Quarta-feira, Outubro 24, 2007  

Fenômeno Natural


Um dia ela saiu atordoada de uma dessas tormentas que a natureza, sábia, apronta. Resolveu respirar um pouco de ar fresco. Foi até a superfície e nadou por um bom tempo, o que a deixou cansada. Lá estava, tão serena, sereia.

Em terra firme vieram também todos os seus questionamentos mundanos e por diversas vezes pensou por que não conseguia controlar seus impulsos. Ela deveria viver mais tempo na superfície, para se acostumar. Mas quem disse que ela conseguia fazer isso? Quando se dava conta, lá estava, no fundo das águas, nadando entre os corais, contando peixinhos coloridos e claro, observando as estrelas. Ela adorava as estrelas.

Mas sobretudo gostava de admirar as conchas, aquela imagem que raramente se abria para ela. Isso com certeza instigava sua curiosidade e desafiava toda aquela sabedoria que parecia sempre soberana.

Por que as conchas nunca falam comigo?

São belas, delicadas e sensíveis também. Não se pode brincar muito com elas, são misteriosas. E para uma sereia, seus próprios mistérios já são o suficiente…
Sereias não se adaptam às conchas, as conchas é que se adaptam aos seus lindos cabelos prateados, os enfeitando de maneira graciosa…

Uma vez que sereias necessitam de amores fugazes e intensos, são também movidas a elogios e declarações de amor… Sua impulsividade é tamanha, que poucas pessoas coseguem freiar seus movimentos abruptos e anseios. Conchas não fazem isso…

Ao passo que sereias sentem dificuldade de se entender com as pequenas, sentem também que elas trazem segurança. As conchas estarão sempre ali.


E com a tormenta, era preciso sair do fundo do mar, seu lar, onde mais gostava de ficar, sempre imersa a sentimentos e boas companhias.

Mas era necessário voltar, praticar seu lado humanizado, sentir novos ares, e ter a certeza de uma vida com pés no chão…

Embora não fizesse muita idéia, era muito bela. Tinha muitos encantos, sua luz rimava com a lua. Ela se importava com o todo, mas seu universo pertencia às águas profundas da imaginação…

Quem um dia soprou em seu ouvido dizendo que a vida seria feita de difíceis escolhas, essa pessoa estava certa.
Seu futuro não pertencia a ninguém, ela estava destinada a enfrentar o acaso, pois a liberdade lhe foi dada em forma de cauda. Longa, de movimentos suaves e inspiradora como um beijo ao luar.

Era assim, uma figura quase mitológica, pertencente ao mundo real e agora, aguardava mais que tudo, o abrir de uma concha, sorrindo novamente para ela.

Ela saberia, agora, como fluir.

4:28 PM

Comments: Terça-feira, Outubro 16, 2007  

Final de libertadores
Homens que fazem parte de nossas vidas, não conseguem disfarçar o machismo e por causa de um orgulho besta, acabam dando bola fora!


Andei analisando nos últimos meses a relação de homens e mulheres que se perdem em picuinhas e aproveitei para refletir sobre aqueles homens que simplesmente não admitem a falta que uma mulher faz em suas vidas. Mas ainda assim, não perdem a compostura, ou melhor; a postura de machão!

Aquela velha história de que homem não chora, não brocha e que seus orgulhos jamais devem ser feridos, não dá mais para aturar. Como é difícil para certos homens admitirem que simplesmente estejam apaixonados e ponto. Ou que, quando erram, erram e ponto. Eles ficam disfarçando e tendem a ser o super man; mas, cá entre nós, a gente sabe que esse tipo não existe.

Às vezes fico com a impressão de que muitos deles se sentem num campo de batalha, ou quiçá, para ser mais popular, num campo de futebol mesmo. Explico.

Sabe uma final de libertadores? Pois bem, o cara vai lá, veste a camisa do time, se concentra, treina, treina e treina até não poder mais, vez em quando toma uns "esbregues" do técnico, mas bora lá! O time tem que ganhar! O time tem que ganhar. o time vai ganhar. Caso contrário, seremos o quê? Um bando de loosers?

Jamais! Por isso que rola todo aquele turbilhão de sensações no meio de campo, os nervos à flor da pele, a torcida vibrando e vaiando ao mesmo tempo, enfim: tudo vira uma enorme panela de pressão.

Aí, acontece que a bola tem que entrar. Eles precisam marcar um gol! Mas se o gol não acontece. Ai, que tristeza! Tudo vai por água abaixo, uma tortura imensurável.

Exemplificando. Imagina só se você conhece o dono e criador de uma marca famosa de camisinhas e o cara não dá a mínima para o uso de tal. Simplesmente ignora a existência da borrachinha... Não soaria estranho? Com toda certeza, essa seria a última atitude que você imaginaria desse ser, confere? Controvérsias machistas assim, que nos fazem refletir sobre quem é o campeão desse ano? Eles simplesmente adoram falar e falar e falar, mas na hora do vamos ver, nada.

Têm aqueles que se acham a última bolacha do pacotinho e, ainda por cima, fazem questão de serem machistas de carteirinha; estão tão mal acostumados a ter o que querem que, quando se dão conta de que algo foge do seu controle, pronto! O mundo cai. Fazem o maior temporal num copo d´água e o orgulho ferido chega a ser engraçado de ver! Dizem estar apaixonados por você, embora não demonstrem, e você ainda tem que adivinhar que aquilo seja uma verdade absoluta. É mole? Acho que só tomando uma sopinha de quiabo para acostumar.

Bom, acontece também de você se deparar com situações divertidas, envolvendo pessoas importantes da sua vida, que dizem te amar, mas que já fizeram tanta besteira no passado, que você já não consegue mais encarar o fulano da mesma maneira, como antes. Mas enfim, você sai com ele. Esse é o caso clássico de um orgulho ferido; uma vez que esse cara sai com você, curte a noite inteira, mas quando não consegue finalizar o que deseja, por conta de uma situação bizarra, nada programada, num daqueles encontros meio desencontrados no final da noite, sabe? Enfim, ele te deixa em casa, claro, após trancos e barrancos, e depois liga dizendo: "Linda, hoje eu só queria mesmo ir pra cama com você!" - Só por que você não foi? Eu hein! Dizem essas besteiras só para nos atingir, ao passo que ele só consegue ferir a si mesmo.

E sempre tem aquele sujeito especial, que amamos, sentimos uma ternura gigantesca por ele e, ao mesmo tempo, aquela sensação de estar totalmente condenada a não falar coisas cheias de boas ou más intenções a essa pessoa. Lançar o comentário mais inocente e ao mesmo tempo mais infeliz de todos, está sempre prestes a acontecer. La maison est tombée de novo! Ele simplesmente te olha firme e pede para que o trate como um cara qualquer, sem cobranças. Cobranças? Você só faz questão de saber a quantas anda o coração-pedrinha do moço, com a esperança de amolecê-lo um dia. Porque ser concha nessa vida não está com nada e demonstrar os sentimentos é saudável sim e não coisa de boiola! Nessas horas só nos resta perguntar: O que é que eu faço, agora?

Mata no peito que é gol!


Olha, não manjo muito de regras de futebol, mas esse lance de impedimento acaba com qualquer situação que parecia estar perfeita, tudo por causa de um mau posicionamento, na hora errada, essas coisas...

São os homens, sempre suando a camisa, correndo atrás da bola para marcar o gol histórico de suas vidas. Será que existe um gol histórico? Vamos combinar que Pelés e Manés Garricha não costumam dar em árvores. Assim como os relacionamentos perfeitos.


Coluna publicada no Guia da Semana

3:07 PM

Comments: Sexta-feira, Julho 27, 2007  

Você tem medo de quê?
Por que a fobia é tanta quando coisas aparentemente insignificantes nos paralisam por instantes como se fossem o maior dos gigantes?

Aquela sensação de estarmos ameaçados, uma angústia, um nojo inexplicável pode ser seu maior ponto fraco. O meu? Baratas, claro! Há quase 400 milhões de anos, esses seres obscuros e peçonhentos já habitavam o planeta. Segundo o psicanalista da minha tia, o medo de baratas envolve tudo aquilo que detestamos nos outros, em relação à personalidade, índole e caráter. Tudo isso é transferido para a coitada da bicha.

Indagações à parte, a questão aqui é que eu realmente tenho pavor deste inseto. Li outro dia num site que muitas pessoas dizem ter fobia de barata, mas que tudo não passa de balela e a verdade é que as pessoas sentem apenas asco do bichinho. Mentira! Pois nessa mesma matéria, lá no finalzinho, o autor explicava que para se ter fobia total de barata, o indivíduo deveria apresentar um sentimento desproporcional, absurdo (já me senti a própria doente) - e além de tudo, a pessoa enquadrada nesse perfil, costuma reagir com falta de ar, palpitação, mãos frias e todas essas coisas que eu costumo sentir... Dizem também que o fóbico por baratas simplesmente não dorme enquanto não tiver certeza absoluta de que não existe nenhuma viva em sua casa, pois caso saiba de alguma, esta, por sua vez, precisa estar mortinha, bem matada e bem morrida.

Admito que tenho um histórico meio bizarro com isso. Uma vez em casa estava sozinha, quando logo avistei uma dessas safadas. Pra quê! Comecei a ter aquele meu ataque histérico e insano e me pus a gritar um monte de palavrões desordenados: sua puta, safada, desgranhenta, morfética, vagaranha, perdeu a mãe na zona, cachorra, quer dizer barata...

Elas realmente me tiram do sério!

O primeiro passo que ela deu para debaixo da mesinha do telefone, dei um salto mortal para esquerda; conseguindo contorná-la, de olhos fechados, claro. Abri a porta, daquele jeito imbecil, dando muitas voltas nas chaves, seguido daquele movimento repetitivo na maçaneta. Resumindo: a porta demorou pelo menos 3 vezes mais do que deveria para abrir mas tudo bem. Sofro de fobia com baratas. Reajo assim e tenho dito.

Enfim. Abri a porta. Saí para o corredor e a fechei. Parei, olhei para os dois lados do corredor e como já era quase meia noite e meia, tentei verificar quais apartamentos estavam iluminados por debaixo da porta. Tudo isso foi muito rápido e apertei a campainha dos vizinhos da frente, pois ouvi um barulhinho de televisão ligada.

- Oi, vizinho, boa noite! Desculpe incomodar, mas sabe como é... Noite quente, veraozão... TEM UMA BARATA NA MINHA SALA!!! Você pode matá-la pra mim?
- Claro, claro, onde está? Posso entrar? - Está ali, ali ó!!! Vou ficar do lado de fora e quando você matar, pode jogá-la na privada e dar a descarga pra mim?
- Ok!
- Deus te abençoe, meu filho! Boa noite!

Esse é meu jeitinho de lidar com tal situação. Outra vez chamei o marido da síndica, que eu sempre desconfiei que era veado, que por sinal tirou a maior onda da minha cara, desacreditando no meu pavor; mas matou a baratinha. É, vai ver no fundo no fundo, ele não gostava mesmo de baratas... Se é que você me entende caro leitor...

Aproveitando o gancho, falando de veados e fobias... Tenho uma amiga que morre de medo de se apaixonar por um gay. Pode? Fobia mesmo. A primeira coisa que ela pergunta é: Meu bem, você é hétero?

Cada um com seus medos e fobias. Pode ser de uma inofensiva lagartixa ou um delicioso horário de verão. Medo de abismos, precipícios, medo de morrer, de tomar banho, horror exagerado à escuridão, medo de altura, de lugar aberto e alto ou até medo de vomitar (quando se viaja de avião) e claro, medo da falta de ter medo.

Pois é, caríssimos, o importante é assumir a sua fobia e não surtar. Porque elas com certeza existem e são injustamente inexplicáveis.

Coluna publicada no Guia da Semana



4:01 PM

Comments:  

Esta boneca tem manual?
Olha, manual eu não sei, mas existem sim alguns singelos dizeres sobre esse universo tão feminino... Quem sabe assim, você não ajuda o bofe a se orientar, né?

Mulher é sexo frágil, sexo médio e sexo forte. Tudo depende da sua arte no pompoarismo. Mulher adora ver cabelo em ovo. Mulheres são criativas.

Mulher pira numa novelinha, mas vibra que nem maluca quando seu time está na final. Mulher adora besteiras sussurradas ao pé do ouvido e acha lindas aquelas palavras sérias e cheias de verdades.

Mulher tem a maior admiração por homens educados, mas fica louca com um puxão de cabelo entre quatro paredes. Mulher gosta de conquista, porque o que já está conquistado perde o valor.

Mulher tem frescura com maquiagem, cabelo e sapatos, mas é capaz de perder a compostura, se descabelar, ficar toda borrada e descer do salto quando o bicho pega. Mulheres fazem amor e amam fazer sexo.

Mulher não fala muito, mulher gosta de quem ouve muito. Mulher não é bicho de sete cabeças, senão nos ocuparíamos a semana toda para dar um tapa nas respectivas perucas. Ninguém merece!


Mulher não detesta outra mulher, são os homens que nos amam demais. Mulher adora cozinhar para o bofe e jantar fora é sempre uma delícia. Mulher não finge orgasmo, só quando a coisa está muito ruim.

Mulher gosta de praia, campo, chalé, fazenda, sítio, montanha, cordilheiras e vales. Mulheres são apaixonantes e detestantes. Mulher gosta de homem, mulher gosta de mulher.

Mulheres usam calcinha e também não usam. Tudo depende do ângulo do paparazzi de plantão. Mulher todo mês sangra, mas se a barriga começar a crescer, não. Mulher sabe que dá trabalho, mas trabalhar não é essencial para sobreviver?

Mulheres costumam sim ter dores de cabeça e as de consciência também. Mulher não gosta de abrir pote de azeitona, mas diz que não sabe. Mulheres adoram ganhar flores e por vezes, dar. As flores, claro.

Mulheres não têm senso aguçado de direção, mas têm teimosia o suficiente. Mulher adora falar mal de outra mulher, mas se for baranga, ela tem razão. Mulher adora se apaixonar diversas vezes pelo mesmo homem, mas se estiver insatisfeita se apaixona por outro.


Mulher adora sapato alto, mas as rasteirinhas são tão básicas. Mulheres adoram ser independentes, mas um mimo é sempre bem vindo. Mulher tem TPM sim, mas quem não tem?

Mulheres apreciam o romantismo. Babação, não. Mulheres sabem a diferença entre Copa América e Libertadores da América. Mulheres sabem muito bem o que quer dizer um impedimento, mas não gostam de ficar apontando isso na hora do jogo. Pra isso existe um comentarista.

Mulher gosta de falar no telefone, no interfone, na cara, nas costas. Mulheres odeiam dar na primeira vez, mas acabam dando. Mulher não é chata, o que falta é paciência.

Mulheres são mulheres. São mentirosas e ainda sim, verdadeiras.

Coluna publicada no Guia da Semana

3:59 PM

Comments:  

Mulheres perecíveis
Mulheres incríveis que têm medo de ficar pra titia, mas ainda assim não perdem o senso de humor e a esperança de serem felizes


Depois de uma certa idade, começamos a pensar em assuntos antes nunca questionados. Estou falando de casamentos, claro. Não que nós, mulheres, precisamos do matrimônio para sermos felizes, não mesmo! Mas, com toda certeza, quando o tempo vai passando, já não encaramos nossos parceiros como antes, quando mais jovens. Explico. Depois de alguns relacionamentos, admito que no meu último, a maternidade me pegou de verdade. Sim, mulheres fazem planos. Não é regra; afinal existem muitas que não querem ter filhos. Há de se respeitar, embora eu não consiga entender, porque quero ser mãe!!!

A maternidade sem dúvida começa a preocupar mulheres que estão quase na casa dos 30 ou mais. E o engraçado disso tudo é que quando convivemos muito tempo com um grupo de mulheres, a maioria de uma mesma mesma faixa etária, acabamos ouvindo seus desejos e anseios, com frases do tipo: "Amiga, será que sou casável?" Aí, a outra responde totalmente sem pensar: "Claro que sim. Não casável sou eu!"


Besteiras a parte, a mulherada de plantão, por mais independente que esteja, prezando sua liberdade e aproveitando a vida com a maior intensidade, no fundo no fundo, só querem se casar e ponto. Que m#@$%! Essa é nossa sina? Depender de um homem para ser feliz? Afinal, a solidão existe para todos, nem vem que não tem! Todos nós somos carentes, de uma maneira ou de outra. Só fazendo um pequeno adendo de que casamento não necessariamente quer dizer entrar na igreja de branco, véu e grinalda, ok? Falo de morar junto, fazer planos, dividir mesmo banheiro, alegrias, tristezas, disputar o cobertor, rachar as contas, aguentar a teimosia alheia evitando cara feia, fazer aquele esforço danado pra ir à festinha de aniversário do amigo do amigo dele, aguentar umas roncadas de vez em quando, entre outras "cositas".

Sabemos que, para viver tudo isso, existe um preço. E não é muito fácil. Haja paciência e desprendimento para que tudo dê certo sem muitas crises. Jesus, como é difícil!



Como dizia minha avó: "Tirando o que não presta, o resto tá bom!" Então como resolver o tal problema da idade?Afinal, os anos vão passando e a fila tem que andar. E é aí então que começamos a nos questionar o porquê dos relacionamentos findarem sem ao menos deixar margem para explicações. Fazemos planos e mais planos e, de uma hora para outra, a coisa simplesmente acaba. Puff! "Acabou o efeito nêga, parte pra outra!" - Grita a fada madrinha...

Como não se descabelar com o tempo, esse tão temido inimigo das mulheres? Parece até que nada nunca terá um final feliz, como naqueles livros que marcaram nossas infâncias. E começar do zero, algo novo, sempre dá trabalho. Costumes e intimidades devem ser construídas novamente, tim-tim por tim-tim.


No final das contas, todas nós sofremos pelos mesmos problemas, queremos romance de novela e estamos sempre procurando saber se somos ou não perecíveis. Será que o prazo de validade já venceu?

Outro dia, ouvi uma amiga dizer que a cada vacilo do seu homem, a mulher deve se defender, respondendo à altura, e então resumiu numa só frase: "A cada mergulho, um flash". Entendeu? Se não entendeu, então pan pan pan!!!!

O importante é não se preocupar e lembrar que os alimentos perecíveis são deliciosos, exóticos e estimulantes, enquanto os não perecíveis, em sua maioria, são básicos, como o arroz e o feijão! Que pode até ser bom, mas se comer todo dia, enjôa...

Coluna publicada no Guia da Semana

3:57 PM

Comments: Sexta-feira, Abril 27, 2007  

Maldita progesterona
Os hormônios femininos podem exercer efeitos quase sobrenaturais sobre nosso corpo. Salve-se quem puder!

Por que as mulheres são tão instáveis, sempre oscilando entre sorrisos de Monalisa e Infernos de Dante? Os hormônios, sem dúvida, são nossos maiores vilões.

No colégio, os professores não parecem ir muito a fundo quando o assunto é esse; mudanças radicais hormonais.Vai ver eles têm dó e esperam a gente crescer para sentirmos na pele como é.

Ainda assim, adoro a incubência de ter um útero, a graça de gerar bebês. Menstruar é algo que nos faz sentir vivas, mais femininas, é delicioso.
Exalamos um cheiro, um tipo de ferormônio que deixa os homens mais encantados por nós. Pode reparar.

A sedução, os ferormônios, aquele jeito mulherzinha de ser. Sim, somos lindas, vaidosas, cheirosas, charmosas, manhosas e extremamente convencidas! Todo esse material genético traz também a TPM, que não combina com nada disso, mas não tem jeito! Uma coisa carrega a outra. E esse, é sem dúvida o nosso lado ranzinza, chatinho, petulante, agressivo, incompreensível, choroso, teimoso. Chega! Afinal são só alguns dias assim, não é o mês inteiro.

Por isso que eu penso que em certas ocasiões da vida, seja tão difícil ser mulher. Uma vez em que só queremos ser diretas, sem nos emocionarmos tanto, com atitudes menos possessivas. Existe sensação pior do que deixar escapar aquela lagriminha involuntária do canto do olho numa discussão banal cujo foco seja a falta de um beijinho de boa noite? Mas nosso lado emotivo, que é latente, simplesmente não nos permite tal façanha, de passar por cima de tudo isso e ir direto ao ponto. Será que para nós mulheres, é impossível separar razão de emoção?

Por que você acha que os casais gays formados por homens são muito mais tranquilos e desapegados em seus relacionamentos? São divertidos e quase nunca encanam se o amado de vez em quando dá aquela escapadinha extra conjugal. Claro que eles têm coração, mas sabem diferir bem uma coisa da outra. Ou melhor, uma cabeça da outra. O joio do milho. O arroz do feijão. A goiabada do queijo. Enfim, eles sabem separar! Estou certa ou tenho razão?


Confesso que tenho um pouquinho de inveja disso tudo. Porque a mulher, por mais que ela queira, ainda assim, seria incapaz de reagir com tamanha tranquilidade em certas eventualidades. Como por exemplo: depois que seu namoro acaba. Já reparou como a maioria das mulheres - claro, sem generalizar, não consegue sair na balada no mesmo dia do fim e tampouco é capaz de se jogar nos braços do primeiro bonitão que aparecer pela frente? Mulheres sentam e choram, procuram algum infeliz com pré-disposicão a ser santo e desabafam suas comoventes histórias de amor.

E o homem, como ele faz? Cai na gandaia com toda certeza! Porque ele sabe muito bem dividir as estações. Uma é AM, outra FM. Uma não tem ligação com a outra. Porque numa, você pode ouvir aos jogos de futebol, enquanto na outra, somente música. Portanto saem felizes e resolvidos, enquanto a mulherada demora até se recompor. Que lástima!

Será que já existe alguma dose cavalar de testosterona desenvolvida para mulheres? De preferência, claro, que não faça crescer pêlos pelo corpo, né? Vamos combinar que seria péssimo ver a mulherada desfilando seus cavanhaques por aí.
Maldita progesterona...

Coluna publicada no Guia da Semana




2:10 AM

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Brinquedinho de gaveta
Os brinquedos sempre tiveram um papel importante em nossas vidas, tornando esses momentos mais especiais. Agora, o momento é de vibrar!


A infância sempre traz aquele gostinho memorável das brincadeiras cheias de imaginação, criatividade e muita alegria. Aos poucos, crescemos, nos tornamos adultos e menos ingênuos, porém nada disso precisa ser deixado de lado. Já reparou na quantidade de marmanjos que ficam loucos quando o assunto é videogame, por exemplo? Aliás, esse é um nicho enorme, causador de muitas desgraças amorosas e rompimentos afetivos - não tenho nada contra joguinhos de futebol do PlayStation, pelo contrário, até me divirto com eles (o que não quer dizer que eu saiba jogar), mas que eles são um dos maiores chamarizes de homem, ninguém pode negar.

Por essas e outras, eu adoro certas diversões inventadas exclusivamente para nos distrair. No caso, falo de uma diversão bem feminina, um brinquedinho considerado o número um por muitas mulheres: sim, o vibrador! Não importa se está solteira, casada, desquitada ou viúva. Os vibradores, hoje são feitos em diversos tamanhos, formatos e cores, um mais simpático que o outro. Digamos que "simpático" nesse caso, vai bem. Afinal, se estivéssemos falando de homem, o termo usado talvez fosse de mau gosto.

O ato de comprar um vibrador, disponível em qualquer lojinha de sex-shop por aí, ainda encontra um certo pudor. Mas para tudo há uma primeira vez e confesso que a minha foi engraçada. A tiazinha da loja olhou para mim com a maior tranqüilidade do mundo e disse: "querida, para fazer o test drive, encoste o vibrador na ponta do nariz e sinta a sensação; pois é muito semelhante lá embaixo". Uau! Nunca me esqueço dessa frase. Melhor, nunca havia percebido isso! A vida nos ensina cada coisa... Por isso mesmo, meu bem, arregasse as manguinhas e compre o seu. Nem que para isso você tenha que fechar os olhos e fingir estar numa feira comprando uma cenoura ou um mamão-papaia. Quem sabe um pepino?

Se você é comprometida e o seu querido não entende, ou tem ciúmes, converse com ele e explique que é possível se divertir com o brinquedinho a dois: basta dar asas à imaginação. Porém, siga alguns mandamentos básicos para que essa relação entre vocês e o vibrador seja totalmente saudável:
1- Serás fiel ao seu amado, frisando que o coitado do vibrador só funciona com pilha e ele não.
2- Guardarás o vibrador dentro da gaveta, junto com as calcinhas, bem escondidinho, para visita nenhuma (principalmente a da sogra) ver. Será um segredo íntimo de vocês - ele pode gostar desse ar de mistério.
3- Dirás ser capaz de tudo para fazê-lo feliz, inclusive doar as pilhas novinhas do seu vibrador para o controle remoto da sala em dia de final de campeonato.

Se nada disso funcionar, desista! Estou falando do rapaz, claro. Porque o que não dá é fazer disso um tabu em pleno século XXI . Cá entre nós: preconceito não é, nem nunca será uma brincadeira saudável. Estou certa ou tenho razão?

Imagine só como o mundo seria bem melhor se todas as mulheres tivessem um vibradorzinho dentro de seus armários. Aquela sua chefe mal humorada, azeda com a vida, se tornaria uma pessoa mais calma, compreensível e amável. Sorriria todas as manhãs para você, com um enorme "bom diaaaa!" e não faria mais da sua vida um inferno por detalhes inexistentes. Sem falar nas amigas enlouquecidas que só saem na balada para ir pra cama com alguém. Elas também, se ao invés de gastarem uma grana com o cabeleireiro toda semana, adquirissem um amigo de fé, irmão camarada (como já dizia o Rei), vez ou outra, se contentariam em ficar em casa assistindo um bom filme, bem protegidas, satisfeitas e sorridentes.

Nada substitui o real. Como bem sabemos, os vibradores são como passatempos que servem para nos distrair quando convier, nos momentos em que julgamos importantes.
Aí, enquanto seu homem fica entre revistas masculinas e os joguinhos de futebol, ao menos, agora, você já não tem mais que ficar chupando dedo.

Coluna publicada no Guia da Semana

2:09 AM

Comments: Quarta-feira, Março 21, 2007  

Quem veste as calças?
Transtornados pela guerra dos sexos, homens e mulheres invertem papéis, idéias e até vestimentas.

Ultimamente, as moçoilas não têm poupado esforços na hora de procurar um parceiro e saem à caça com toda a fé, sem vergonha de serem felizes. E foi assim, de uma forma pouco convencional - se levarmos em conta os padrões presbiterianos e católicos - que conheci meu atual namorado: no Orkut. Piada? Não. Foi exatamente por meio desse insano site de relacionamentos, na maior cara-de-pau, xavecando mesmo, que mandei um scrap cheio de elogios para ele.

Acredito que existam mulheres de Vênus e também as de Marte. No meu caso, há uma forte inclinação ao planeta vermelho. Garotas marcianas são mais apimentadas e impulsivas, gostam de tomar as rédeas. Costumam ter bastante voz ativa e sabem que para marcar um gol, é preciso antes de tudo estar com a bola. Esse tipo, faz parte do time da Luluzinha que veste as calças no relacionamento; pero sin perder la feminilidad jamás!
Donzelas venusianas, por sua vez, acreditam em novela das 8 e em homens perfeitos.


O mesmo ocorre com os homens. Aqueles que são mais inclinados a Vênus, apresentam aquele lado "mulher" mais à flor da pele. Mas bem longe de não serem homens! Falo de tipos mais sensíveis, menos machões, sempre amáveis e prestativos, porém com uma pontinha de dificuldade quando o assunto é ação. Aí, meu bem, quando eles precisam tomar alguma atitude, pára tudo e começa a contar até cem!

Sim, somos totalmente responsáveis em dar os primeiros passos, e consequentemente, os segundos, terceiros, e todos os outros a seguir. Seria essa nossa sina?

Se bem que essa história de vestir as calças, está mais para uma tremenda saia justa, dessas bem apertadas, que mal dá pra se mexer.
Encontrar alguém para cuidar pode ser bom, mas não quando acontecem situações nas quais você se vê pedindo para o bonitão do príncipe encantado entrar no chuveiro. Passar o desodorante antes de ir trabalhar. Mudar de calça jeans, porque aquela que ele cisma em colocar está mais amassada que a cara do Pedro de Lara. Esses detalhes diários, entende?
Quando você menos espera, torna-se mãe de um raparigo com barba na cara!

Mas a gente reclama, reclama, e no fundo, ama! Não sentimos vontade de sair do lado deles por nada. É melhor assim - viver nesse estilo casamento às avessas, do que se imaginar presa naquele estereótipo de "mulher - aceito - amém". Que curte casar de branco, toda perua. Deus me livre guarde! Alguém aí já viu noiva vestindo calças no altar?


Coluna publicada no Guia da Semana

6:07 PM

Comments: Quinta-feira, Fevereiro 15, 2007  
A arte do relacionamento

Relacionar-se costuma ser uma das coisas que o ser humano faz com mais frequência desde sempre. Quando nascemos, nossa primeira relação é com nossa mãe, através de pequenas manifestações, como o primeiro choro, o toque, um sorriso, a conquista.
Conquista é algo realmente delicioso na vida da gente. Quando crescemos, gostamos de nos relacionar de diversas maneiras, criando as amizades no colégio, depois na faculdade, juntamente com o aumento da simpatia e auto-estima, começam a surgir os namorados, os noivos, os filhos, os maridos e também não poderiam ficar de fora, os ex-namorados, os ex-noivos e ex-maridos. Deu pra sentir o efeito "ex"? Você nunca ouviu dizer de ex-amiga, ou alguém dizer: "Cris, lembra daquela minha ex-prima, a Ju?" Ou pior:" meu ex-filho casou-se há poucos meses atrás!" Não, aposto que esses tipos de comentário você pouco escutou até hoje, isso eu posso assegurar, minha cara amiga.
Nada nessa vida é muito fácil, isso nós estamos descabeladas de ouvir. Jargão fundamental para ter sempre na ponta da língua quando aquela sua amiga está desesperadamente necessitada de um conselho - mulher nunca "quer" um conselho, ela quase sempre "necessita" dele - enfim, ela te procura por causa do namorado que deu o bolo na noite passada, ou no caso da vizinha que separou do marido há menos de duas semanas. Situações como essas, são típicas em que nós dizemos logo de cara:" Amiga, como você sabe, nada nessa vida é fácil..." Ai, como dói ouvir isso! Mas atire a primeira pedra quem nunca diz isso. Convenhamos que fica mais simples iniciar um bom diálogo, de boa amiga que és, com um jargão desses, não fica?
Portanto, relacionar-se começa sempre com uma manifestação que em muitos casos pode parecer ridícula e sem sal, mas que dependendo do grau de carência, digo, do grau de boa vontade de se jogar na vida que a pessoa se encontra, pode ser um relacionamento transformador! Afinal, os relacionamentos transformam sim!
Ao passo que relacionar-se pode parecer simples e totalmente prático, des-relacionar-se também pode ser um grande desafio. Tarefa difícil essa de nos desapegar de quem gostamos ou até mesmo de quem odiamos.
Outro dia, estava caminhando pela Avenida Paulista e escutei a conversa no celular de um desconhecido, que dizia assim: "Não dá trela não, vai tesourando pelas bordas, mas na moral, ta ligado?" reproduzindo isso em miúdos quer dizer que o rapaz estava tentando dar um conselho ao seu amigo do outro lado do celular a não brigar com essa tal pessoa que lhe enchia o saco, passando uma mensagem de des-relacionamento, ou seja, para ele tentar se afastar aos poucos.Tesourar = cortar relação + na moral= com amor, sem stress.Não é incrível? Até para nos vermos longe de certas pessoas que não suportamos, é preciso ser paciente e ter um pouco de jogo de cintura. É quase que uma conquista para desconquistar.
Confuso, mas real.

8:14 PM

Comments: Quinta-feira, Dezembro 08, 2005  
Amante em Paris

O amante em Paris. Sim, lá estava ele, todo pomposo por Pompidou... caminhando com sua razoável esposa, loura, meiga e bem jeitosa.
Andava ao lado dela, sufocado pela própria vitalidade... a cada passo, uma corda no pescoço, uma pausa para um café em esquinas no inverno parisiense. Sacolas ao chão, ele ajeitva seu cabelo por causa do vento, enquanto ela acariciava suas mãos frias, que suavam frio.
Andantes da cidade luz por ali caminhavam. Amantes, beijos apaixonantes, suspiros agoniantes e sexo pairava no ar. Estátuas bem erguidas, carros, fumaças e mentiras passavam sob o Arco do Triunfo. Tudo aspirava hipocrisia. Agora, deliciosa hipocrisia. Quanto mais se pensava na luxúria em preto e branco, mais nítida a beleza se encontrava por lá.
Assim, o amante deixou a esposa no hotel e foi em busca de saciar algo que ainda o indagava desde antes sua partida para lá. Caminhou, respirou fundo, sentiu todos os aromas, todas as pessoas, todos os detalhes, cada charuto, cada borbulha de champanha, cada trago de haxixe... e cada gota de suor que se espalhava por entre seus poros e narinas, embriagando sua mente de falsos devaneios, mas que o permitia ir longe, voltar a estaca inicial. Partir do que lhe trazia prazer e proporcionava cada gozo no auge de seus 40 e bem vividos anos. Pensou numa cama bem quentinha, com a ninfeta de seus sonhos, aquela que sabia como deixá-lo sem fôlego e sentir-se tão jovem quanto.
Cada toque era como sentir a ponta dos pés no alto da Torre Eifel.
Ao caminhar, sentiu-se como um cão vagabundo, sem dono, com vida e querendo sempre mais, mendigando o resto de um beijo molhado, a atenção de um olhar profundo e querer dizer algo a mais que não conseguira. Qualquer posição naquele instante o deixava bem à vontade, não havia inibições nem pedidos para acabar. O fluxo não queria cessar de tamanha intensidade que havia dentro de seus pensamentos. A garota virava sua cabeça, ainda precisava reencontrá-la nem que fosse nas idéias exageradas.
Viu-se parado, por um instante, sentado às margens do Rio Sena, abrindo um livrete e foleando páginas em branco, uma a uma. Rapidamente ele pulou para última página e lá se encontrava um pequeno rabisco, medonho e esquisitamente emblemático. Algo que remetia sua infância, que o fez recordar de seus vínculos, perdas e ganhos.
Levantou-se e junto com sua mente vasta de idéias proibidas, caminhou por mais alguns minutos e pensou na garota nua que o fazia tamanho bem. Começou a devorá-la em voz alta, durante seu percurso, onde pessoas o fitavam com estranheza, enquanto ele, sorria embriagado, berrou seu nome secreto e sentiu então um enorme gelo dentro do peito. A cena frisou, alguém o fotografou naquele instante glorioso, como um turista qualquer. Para ele, no entanto, aquilo havia significado mais um flash de gozo espontâneo. Tudo o que ele desejava era somente vê-la uma última vez. E assim acontecera.
Vasculhou por ali, parte de sua vida, conseguiu espiá-la em seu trabalho, disafarçou-se bem e no início passou desapercebido. Mas ela era muito esperta e sentiu seu cheiro invadindo seu corpo fugazmente e penetrando como ondas, seu estado consciente, virando sua cabeça. Riu desesperadamente como criança e quando o olhou nos olhos, pensou no desejo que havia guardado há tanto tempo para aquele momento. Ele saiu rapidamente do local e quando ela se deu conta, ele já havia desaparecido.
Agora quem estava em chamas, querendo atingir a euforia, era ela. Ficou tão quieta, em seu canto, que nem pôde fazer nada a não ser sonhar e pensar naquelas sensações.
Ele, voltou ao hotel. Chegou renovado, acariciando sua esposa com afeto. Deitou ao seu lado e beijou-a com ternura. Assitiram um pouco de TV e adormeceram um no outro, como um casal apaixonado.

11:13 PM

Comments: Segunda-feira, Outubro 31, 2005  
Deixe estar

Quando a chuva cai e os trovões já estão prontos pra fazer todo barulho de costume
Você pára e pensa o quanto adoraria um novo ruído, o raio vindo do ponto mais alto do céu
Rasgando os ares com tamanha intensidade de gozo que faz arrepiar
Sentir medo é quase sempre inevitável, porém há beleza a se ver
Gritos de tensão, confusões mentais, vozes invadindo um novo universo de aversão ao novo
Esconder-se não, mas o medo do barulho é tão visível
Salta aos olhos uma dor de inquietação que não é bem vinda nem mal vinda
Nada a fazer, sem fugas, sem espaço, sem ar, sem escapatórias e sem falso desejo
A coisa flui, o momento aguarda no segredo e na sutilieza de toques surreais
O não-inesperado sentimento de curiosidade volta a agir
Fecha-se os olhos, espero a chuva cair novamente sem trovões
Como de costume
Agora durmo tranquila
Aliviada

1:49 AM

Comments: Terça-feira, Agosto 23, 2005  

REALCE

Realce seus cabelos
Realce os ombros ao falar
Realce o brilho no olhar
Realce o batom e sorria
Realce as sombrancelhas ao dar um bom dia
Realce os gestos ao falar
Realce a maneira de AMAR
Realce os elogios ao próximo
Realce seu otimismo
Realce sua transa à dois, ou à três, quatro, enfim... Realce!
Realce seu lado mais iluminado - o outro, deixe de lado
Realce a vivência com os amigos
Realce o passo ao ritmo de uma boa música
Realce seu beijo mais linguarudo
Realce a morte, assim, dê mais valor a vida
Realce o que há de melhor nos outros
Realce seu dia que está nublado
Realce suas atitudes!
Realce seu coração, permita que bata mais forte
Realce a paz no seu interior
Realce o encanto de uma flor
Realce sua gargalhada
Realce o humor de uma piada
Realce!

3:08 AM

Comments: Terça-feira, Agosto 02, 2005  
Irada

Estava irada, com o olhar mais penetrante que bala de prata. Sorriso fechado,
lábios carnudos e vontade de explodir, soltar o ego para todos os lados. Explosão
aquela que a faz sentir mudança. Mudança do que era velho e sem graça. Sem graça ao
ponto de não ter mais o que sentir de tão desgastado. Desgastou a ponto de não
fazer sua imagem refletir mais em qualquer espelho que atravessasse seu caminho.
Caminho curto, mas longo ao ponto de vista daquele irremediável instante. Instantes
que jamais voltariam a ela, caminho das estrelas que havia percorrido. Agora sem
volta. Quem queria voltar? Pensava adiante, que já se tornava perto, bastava
piscar.Cílos enormes, flutuavam em sua memória e naquele íntimo, nada poderia fazer
mal. Idéias também cantavam baixinho, querendo dizer algo grandioso. Deveria ela
desprender-se da realidade por completo? uma ilha podia representar seu pequeno
universo, aumentando a voz dos sonhos que agora urravam de ira, despertando para um
novo reflexo.
Cada vez mais irada, ela sentia seu coração nas mãos, podendo controlar-se com
apenas um toque sutil de dedos delicados e inquietos buscando movimentação. Quando
sentia tal sensação, pensava nos desejos grandiosos que somente as mudanças bruscas
poderiam causar. Não tinha medo. Ficava esperando, olhando para os lados,
aguardando um outro sopro, que pudesse movê-la só mais um pouquinho ao objetivo
final.
Olhava a sua volta e tudo estava com cheirinho de novo, embalagens novinhas em
folha, remetia ao frescor da infância, das datas queridas bem comemoradas com a
família.
Estava com sua ira saindo pelos cotovelos quando se deu conta do quanto ainda sua
flor poderia desabrochar, aquela florzinha, cheirosa, linda, com espinhos fortes
agarrados a ela, como escudo. PROTEÇÃO.
A ira já estava reduzida, jogada aos sete ventos, espalhando os resquícios de uma
transformação justa, necessária.
Saiu correndo, deixando marcas na areia branca, sinais de que esteve lá.
As pegadas iradas, como álibi de uma transformação.

11:40 PM

Comments: Sábado, Abril 16, 2005  
Rotineiro Roteiro



Tudo começa quando fico lhe esperando por alguns minutos. O tempo parece não passar muitas vezes, mas nem por isso abandono meu destino.
Lá vem ele, todo poderoso, soltando aquela fumaça insana, que polui todo espaço por onde passa.
Entro então nesse mundinho apertado e incomodo, logo me sento. Ali está ele, com um ar fechado, mãos ásperas e um jeito de quem vai invadir você, segurando seu dinheiro, esfregando as mãos nas suas, arghhh, eis ele, o cobrador. Observa cada movimento que faço, assim ele prossegue com todos que atravessam sua catraca. A senhora que senta-se ao meu lado não tem mãos para segurar suas sacolas e as coloca no chão, embora sua comadre que a acompanha, ajuda com a criança pequena no colo.
Atrás de nós, o rapaz de óculos sacudindo as pernas que nem doido como quem vai tirar o pai da forca em instantes. Roendo as unhas, mexe no chaveiro dourado que escapa pra fora do bolso e ajeita o cabelo ensebado, como quem vai de encontro a mulher-maravilha. A menina de mochila, que parecia voltar da escola, levanta-se e esbarra em seu chaveiro, caindo no chão. Mesmo ela se desculpando com um ar apressado, ele faz cara feia e volta a olhar a janela, naquele retrato cinza da cidade que não para, assim como seus pés, como os dedos de unhas compridas do cobrador batendo na mesinha e as sacolas da senhora do meu lado. Tudo criava um ritmo, uma sintonia entre pessoas tão diferentes e atitude semelhantes sem querer.
Mais uma pessoa para interagir no quadro dessa história. Entra, fica de pé, pois lugares só no próximo ponto, se tiver sorte, claro. Quando menos espero, lá vem ele, o fulaninho que acabara de entrar lá do fundo vem cantando, dizendo que precisa vender suas jujubas coloridas porque é um cara honesto, tem uma família e que poderia estar ali para nos roubar e não era essa sua intenção e blá blá blá... Passou de assento em assento sem o menor dos pudores, com a cara toda sorridente, deixando suas jujubas sem ao menos perguntar se alguém as queria, fazendo uns e outros torcerem o nariz quando passava.
Eu dava risada ao ver o rapaz de óculos, aquele do chaveiro que não sabia muito bem o que fazer quando se deparava com jujubas encaixadas entre seu punho e o bolso. Ele mal olhava para elas, como se fossem devorá-lo, ou algo assim, mas que nada! estava tão nervoso e apreensivo que era capaz de jogá-las pela janela, caso fizesse qualquer movimento. Nem precisa dizer que a tal senhora e sua comadre não hesitaram em arrancar dois reais de um salário humilde, porém feliz e encher as sacolas de jujubas multi-coloridas, para dar às outras crianças que provavelmente as esperavam em casa. Cada um com uma expectativa para a viagem que parecia não ter fim naquele transito infernal, no meio de tantas obras intermináveis, obras da prefeitura...
Meu destino estava quase chegando, faltavam uns dois pontos para eu descer e já pensava no episódio do dia seguinte, o roteiro do cotidiano, com a diferença de alguns personagens.

5:43 PM

Comments: Quarta-feira, Outubro 13, 2004  


9:30 PM

Comments: Sexta-feira, Junho 25, 2004  
Contemplação

Dois corpos semi deitados, semi nus, embalados pela droga da contemplação, admiração de puro gozo e olhares apaixonados.
Vestia uma camisola de seda, numa meia luz de velas que cobria seu rosto, deixando seus cabelos sutilmente cairem sob o olhar rosado, aliviado, tranquilo talvez, de tamanha felicidade.
Um rubro frescor que tomava conta de seu corpo, desde a ponta dos pés aos últimos fios, era quase uma onda que passava a dominá-la, causando-lhe suspiros inevitáveis e leves gemidos que iam de encontro a pessoa que lhe acariciava o corpo.
Entre uma mão e outra, a inquietação só aumentava entre os dois amantes que se deliciavam por tamanho desejo tomado por aquele encontro.
O tempo passava, porem o calor envolveu aqueles corpos como se fossem um e tornaram-se plumas, leves e delicadas num último gesto de fascínio e após esse orgasmo de ternura e atração, dormiram como crianças em busca da beleza e da pureza.

9:00 PM

Comments: Quinta-feira, Junho 24, 2004  

TeMpO

"Dizem que a vida é curta, mas não é verdade. A vida é longa para quem consegue viver pequenas felicidades. E essa tal felicidade anda por aí, disfarçada, como uma criança traquina brincando de esconde-esconde. Infelizmente às vezes não percebemos isso e passamos nossa existência colecionando nãos: a viagem que não fizemos, o presente que não demos, a festa que não fomos, o amor que vivemos, o perfume que não sentimos. A vida é mais emocionante quando se é ator e não espectador; quando se é piloto e não passageiro, pássaro e não paisagem, cavaleiro e não montaria. E como ela é feita de instantes, não pode nem deve ser medida em anos ou meses, mas em minutos e segundos. Esta mensagem é um tributo ao tempo. Tanto àquele tempo que você soube aproveitar no passado quanto àquele tempo que você não vai desperdiçar no futuro. Porque a vida é agora..." "Não tenha medo do futuro, apenas lute e se esforce ao máximo para que ele seja do jeito que você sempre desejou" "A morte não é a maior perda da vida. A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto vivemos."

Norman Cuisins


1:21 PM

Comments: Quarta-feira, Maio 26, 2004  

Vírus

Estou com a sensação de que um vírus veio de longe, voando imagino , só para atingir minha'lma, corpo e mente.
Os sintomas são estranhos, me faz sentir calafrios, febres que me levam a delírios jamais compreendidos por mim mesma, mas que por outro lado, me dão vontade de voar mais alto, mergulhar fundo, transformar.
Ainda não compreendi muito bem qual a origem e desenvolvimento desse vírus, embora deconfie de onde ele venha, porém tenho a impressão, mesmo que contraditória, de que estou mais viva do que antes.
As dores corporais que por vezes me acomete, juntamente com a falta de ar e a pressão no peito são sempre inusitadas e agora fazem parte de um sentimento único que está sendo alimentado dentro de mim.
Seria esse um fato onde a ciência e a transpessoalidade se encontram num ritmo frenético, causando efeitos inesplicáveis no meu ser. (?)


7:21 PM

Comments: Quarta-feira, Maio 19, 2004  

Toque Mágico em PB

Neutra, sem nada querer. É assim que quero me sentir, desapercebida. Fases em que não damos a mínima para os sentimentos e quando menos imaginamos, lá vem ele, devagarinho e bombástico, atacando alguém sem defesa.
Não estava querendo revelar esse filme, daqueles que se entregam, sentem, desejam tout les jours outra metade para si. Estou no meio termo, nem lá nem cá. Não penso muito no que virá, só aguardo, como quem não quer nada, o que está por vir. Tudo é bom. Sentir que está vivo, suspirando de vez em quando, ao acordar, ao se deitar, no meio do dia, da tarde, da noite...ta vendo só? é assim que essas coisas são. São pecadoras e invadem nosso coração. O que fazer? nada posso contra isso. Talvez nem queira...
Levando minhas indagações estou... questionar se devo ou não devo? acho que não!
Tudo vem de DENTRO, a magia floresce e continuo em PB, pelo menos por FORA

7:42 PM

Comments: Terça-feira, Maio 18, 2004  

8:41 PM

Comments: Terça-feira, Maio 11, 2004  
BENDITA seja
BENEDITO CALIXTO


ficha técnica

*quanto paga pra entrar - nada!
*onde fica - a Praça Benedito Calixto está em Pinheiros, entre as Ruas Cardeal Arco Verde e Teodoro Sampaio.
*horário e dia de funcionamento - barracas começam a ser montadas na madrugada de sexta pra sábado, para dar início logo cedo e a animação rola até o último resolver ir embora no sabadão a noite, afinal, a praça é publica!
*o que encontrar - todos os tipinhos frenéticos de São Paulo
*o que comer - no meio da praça encontra-se pastéis deliciosos, doces caseiros e até o mais baiano do acarajé-paulista. Existem também os badalados e lotados restaurantes na linha japonês, mineiro e outro com grelhados e saladas.
*o que beber - o principal líquido consumido na Praça é a cerveja.
*o que comprar - velharias e cacarecos de todos os estilos como brincos, colares, pulseiras, óculos, vitrolas, cds, livros, vinis, prataria, móveis entre muitos outros objetos caros, ou melhor, super valorizados...


Sábado na Praça. Em suma, a Benedito Calixto é o lugar de sábado a tarde, onde pessoas de todos os cantos e estilos de São Paulo se encontram para comer, beber e divertir um pouco antes de cair na night, enquanto outros vão direto para casa dormir.
Estátuas vivas fazem performances irreverentes para distrair crianças e marmanjos que passam por ali, observando qualquer novidade no ar. Homens com perna de pau se movimentam ao redor dos restaurantes, invadindo o pequeno espaço entre uma mesa e outra, tumultuando e pausando qualquer conversa interessante.
Para outros que desejam mobiliar ou decorar suas casas ou simplesmente gostam de apreciar com os olhos objetos lindinhos, acabam se infiltrando nas fantásticas lojas de decoração que se espalham pela pracinha, deve haver uma meia dúzia delas, sem contar que são realmente encantadoras e um tanto careiras - uma vez que os designers são de primeiríssima qualidade.
Essa praça realmente dá o que falar já faz algumas décadas e não é a toa que ela tornou-se o point dos paulistanos, regada a muita cultura, arte e literatura. Saraus literários acontecem no Centro Cultural Alberico, que se encontra no alto da praça, próximo a Rua Cardeal Arco Verde, onde leituras de poesias e demonstrações curiosas unem alguns interessados e afins no segundo andar deste estabelecimento. Nesta sala, a entrada de copos de cerveja é permitida e pode ser comprada na parte inferior do lugar, que possui uma aconchegante livraria com café, vendendo de tudo um muito.
Ao lado do Centro Cultural, tem outro barzinho interessante, onde muitas pessoas se encontram e pasme! o grande glamour está em ficar gritando o nome dos garçons aos sete ventos até que ele coloque uma mesa pra você sentar e tomar uma cerveja estupidamente gelada com os amigos.
Ninguém está muito preocupado com nada disso, ou talvez esteja, mas uma coisa não se pode negar:o lugar está sempre lotado e ainda para somar, rola uma banda ao vivo na parte de dentro do bar, ao som de um samba rock, que inicia seu show à partir de um certo horário - lá pelas 18h - com algumas pausas para descanso e mais uma calibrada de copos. Essa bagunça se repete todos os sábados e perdura até sabe-se lá que hora.

Entre essas e outras, vale a pena conferir a Praça, nem que seja pra dar uma voltinha sem compromisso, porque se tem uma coisa que essa Praça não tem com você e não faz a mínima questão de ter, é compromisso!




6:23 PM

 
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